segunda-feira, 15 de setembro de 2008
RELAÇÕES ENTRE CRESCIMENTO ECONÔMICO E VOLUME DE RESÍDUOS DE LIXO
Outro exemplo de fonte de poluição são as construções. Mas como elas poluem? Elas poluem as cidades através dos restos de materiais usados nas construções (madeira, cimento, tijolo, reboco/reboque, etc.).
A poluição também pode ser ocasionada pelo aumento da frota. Mais caminhões serão utilizados pelas indústrias, para transportar os produtos e estes soltaram mais monóxidos de carbono (gás venenoso), mais óxido de nitrogênio, e hidrocarbonetos.
A solução para o problema seria reaproveitar e reciclar todos esses materiais para que não sejam somente depositados no aterro sanitário ou no lixão.
Aluna: Isabelle Guedes Porto - 5ª série B
COMENTÁRIOS
Joao disse...
Como que faz para não poluir tanto os rios, se está lançando esgotos neles?Como que é realizado o tratamento de esgotos?
24 de Setembro de 2008 15:30
Mariana disse...
Pessoal, eu ADOREI o blog de vocês! Está atual, o tema é muito bom e levanta discussões importantíssimas e de concientização social e ambiental.Acho que o caminho é este mesmo. Estão todos de PARABÉNS e espero que o trabalho continue gerando bons frutos!Gostaria de dizer também que gostei muito da visita que fizeram ao aterro sanitário e espero ter contribuído com alguma coisa! Coloco que estamos à disposição, precisando é só aparecer por aqui.Abraço!!!
25 de Setembro de 2008 11:16
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
RESÍDUO OU LIXO
O conceito de lixo pode ser considerado uma concepção humana, porque em processos naturais não há lixo, apenas produtos inertes. Muito do lixo pode ser reutilizado, através da reciclagem, desde que adequadamente tratado, gerando fonte de renda e empregos, além de contribuir contra a poluição ambiental. Outros resíduos, por outro lado, não podem ser reutilizados de nenhuma forma, como lixo hospitalar ou nuclear, por exemplo.
O termo lixo aplica-se geralmente para materiais no estado sólido, líquidos ou gases considerados inúteis ou supérfluos, são, enquanto isto, geralmente chamados de resíduos (líquidos ou gasosos). Porém, os termos lixo e resíduos também podem ser utilizados para descrever respectivamente fluidos e sólidos.
Tipos de Resíduos
Por composição
Resíduo orgânico
Na concepção técnica, o lixo deve ser visto e analisado sob o prisma biológico, assim lixo orgânico é todo lixo que tem origem animal ou vegetal, ou seja, que recentemente fez parte de um ser vivo. Numa linguagem mais técnica e moderna, abordaríamos os resíduos sólidos, sendo seu componente biológico a matéria orgânica, mas da mesma forma oriundos dos seres vivos, animais e vegetais. Neles pode-se incluir restos de alimentos, folhas, sementes, restos de carne e ossos, papéis, madeira, etc.
Mesmo na atualidade esse tipo de lixo é considerado poluente e, quando acumulado, o lixo orgânico muitas vezes pode tornar-se altamente inatrativo, mal-cheiroso, em geral devido à decomposição destes produtos. Mas, caso não haja um mínimo de cuidado com o armazenamento desses resíduos cria-se um ambiente propício ao desenvolvimento de microorganismos que muitas vezes podem ser agentes que podem causar doenças. Lixo orgânico pode ser decomposto.
O principal componente do lixo orgânico é o lixo humano, composto pelos resíduos produzidos pelo corpo humano, tais como fezes e urina. O lixo humano pode ser altamente perigoso, uma vez que pode abrigar e transmitir com facilidade uma grande variedade de vermes, bactérias, fungos e vírus causadores de doenças. Uma realização primária da civilização humana tem sido a redução da transmissão de doenças através do lixo humano, graças à higiene e o saneamento básico. O lixo orgânico pode ser seletivizado e usado como adubo (a partir da compostagem) ou utilizado para a produção de certos combustíveis como biogás, que é rico em metano (a partir da biogasificação).
Resíduo inorgânico
Resíduos inorgânico inclui todo material que não possui origem biológica, ou que foi produzida através de meios humanos, como plásticos, metais e ligas, vidro, etc. Considerando a conformação da natureza, os materiais inorgânicos são representados pelos minerais.
Muito do lixo inorgânico possui um grande problema: quando jogado diretamente no meio ambiente, sem tratamento prévio, demora muito tempo para ser decomposto. O plástico por exemplo, é constituído por uma complexa estrutura demoléculas fortemente ligadas entre si, o que torna difícil a sua degradação e posterior digestão por agentes decompositores (primariamente bactérias). Para solucionar este problema, diversos produtos inorgânicos são biodegradáveis.
Lixo tóxico
Muito do lixo é tóxico. Lixo tóxico inclui pilhas e baterias, que contém ácidos e metais pesados em sua composição, certos tipos de tinta (como aquela usada nas impressoras), além de residuos industriais. Lixo tóxico precisa receber tratamento adequado, ou pode causar sérios danos ambientais e/ou à saúde de muitas pessoas.
Lixo altamente tóxico
Lixo nuclear e hospitalar entram neste quesito. Estes produtos precisam receber tratamento especial, ou podem causar sérios danos ambientais e/ou à saúde de muitas pessoas. Lixo altamente tóxico deve ser isolado, enquanto lixo hospitalar deve ser incinerado.
Por origem
• Resíduo doméstico: é o formado pelos resíduos sólidos produzidos pelas atividades residenciais e apresenta em torno de 60% de composição orgânica e o restante formado por embalagens plásticas, latas, vidros, papéis, etc.
• Resíduo sólido urbano: inclui o resíduo doméstico assim como o resíduo produzido em instalações públicas (parques, por exemplo), em instalações comerciais, bem como restos de construções e demolições.
• Resíduo industrial: é gerado pelas indústrias, e é geralmente altamente destrutiva ao meio ambiente ou à saúde humana.
• Resíduo hospitalar: é a classificação dada à produtos sem valor e considerados perigosos produzidos dentro de um hospital, como seringas usadas, aventais, etc. Por serem perigosos, podendo conter agentes causadores de doenças, este tipo de lixo é separado do restante produzido dentro do hospital (restos de comida, etc), e é geralmente incinerado. Porém, certos materiais hospitalares, como aventais que mantiveram constante contato com raios eletromagnéticos de alta energia como raios X, são categorizados de forma diferente (o mencionado avental, por exemplo, é considerado lixo nuclear), e recebem tratamento diferente.
• Lixo nuclear: composto por produtos altamente radioativos, como restos de combustível nuclear, produtos hospitalares que tiveram contato com radioatividade (aventais, papéis, etc), enfim, qualquer material que teve exposição prolongada à radioatividade e que possue algum grau de radioatividade. Devido ao fato de que tais materiais continuarem a emitir radioatividade por longos períodos de tempo, eles precisam ser totalmente confinados e isolados do resto do mundo.
Hoje existem vários processos para o tratamento do lixo. Algumas tecnicas ainda são bem antigas e outras mais modernas esquecidas como a trituração poderiam simplificar o sistema de coleta.
Aterros sanitários
Aterros sanitários são considerados uma maneira prática, barata de destinar os resíduos urbanos e industriais, além de esgoto não tratado. Por isso, são a forma mais utilizada para tratamento de resíduos. Utilizam grandes áreas de terra, onde o lixo é depositado. Porém, inutilizam vários materiais que poderiam ser reciclados, além de ser uma fonte de poluição do solo, de rios e lagos e do ar. A poluição se deve ao processo de decomposição da matéria orgânica que gera enormes quantidades de biogás, que contém metano e outros componentes tóxicos, e de chorume, líquido contendo componentes tóxicos que flue do lixo para o solo e corpos d´água (como rios e lagos) da região.
ALUNO: Bernardo Rafael Luz Mario - 6ª B
sábado, 6 de setembro de 2008
RECICLAGEM

A reciclagem é termo genericamente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.
O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reutilização.
O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel.
O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformá-lo em uma massa que ao final do processo resulta em um novo material de características diferentes.
Outro exemplo é o vidro. Mesmo que seja "derretido", nunca irá ser feito um outro com as mesmas características tais como cor e dureza, pois na primeira vez em que foi feito, utilizou-se de uma mistura formulada a partir da areia.
Já uma lata de alumínio, por exemplo, pode ser derretida e voltar ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente voltar a ser uma lata com as mesmas características.
A palavra reciclagem difundiu-se na mídia a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de lixo e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).
Como disposto acima sobre a diferença entre os conceitos de reciclagem e reaproveitamento,em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.
Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.
Cores
No Brasil os recipientes para receber materiais recicláveis seguem o seguinte padrão:
Azul: papel/papelão
Vermelho: plástico
Verde: vidro
Amarelo: metal
Preto:resíduos orgânicos
Laranja: resíduos perigosos
Branco: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
Roxo: resíduos radioativos
Marrom: madeira
Cinza: resíduo geralmente não reciclável ou misturado ou, contaminado não passível de separação
Vantagens da reciclagem
Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, como nos campos econômico e social.
No meio-ambiente a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de lixo a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores; as emissões de gases como metano e gás carbônico; as agressões ao solo, ar e água; entre outros tantos fatores negativos.
No aspecto econômico a reciclagem contribui para a utilização mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de re-aproveitamento.
No âmbito social, a reciclagem não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, através das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres.
No Brasil existem os carroceiros ou catadores de papel, que vivem da venda de sucatas, papéis, latas de alumínio e outros materiais recicláveis deitados para o lixo. Também trabalham na colecta ou na classificação de materiais para a reciclagem. Como é um serviço penoso, pesado e sujo, não tem grande poder atrativo para as fatias mais qualificadas da população.

Assim, para muitas das pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento.
O manuseio de lixo deve ser feito de maneira cuidadosa, para evitar a exposição a agentes causadores de doenças.
No Brasil, a cidade que mais recicla seu lixo é Curitiba: atualmente, 20% de todo o lixo produzido - cerca de 450 toneladas por dia - são reciclados na capital paranaense.
Tipos de reciclagem
Reciclagem de aço
Reciclagem de alumínio
Reciclagem de papel
Reciclagem de plástico
Reciclagem de embalagens longa vida
Reciclagem de papelão
Reciclagem de pilhas
Reciclagem de vidros
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
COMENTÁRIOS
Bernardo disse...
Benefícios de Reciclar:
A separação na fonte evita a contaminação dos materiais reaproveitáveisA reciclagem se tornou uma ação importante na vida moderna pois houve um aumento do consumismo e uma diminuição do tempo médio de vida da maior parte dos acessórios que se tornaram indispensáveis no dia a dia trouxeram um grave problema: qual o destino a dar quando perdem utilidade? No inicio o os resíduos resultantes da actividade humana tinham como destino as lixeiras ou então aterros sanitários, contudo com o aumento exponencial da quantidade de resíduos e da evolução tecnológica, aliados ao interesse económico de busca de mais matérias primas de baixo custo, o vulgarmente designado lixo começa a perder o carácter pejorativo do nome e começa a ser considerado como um resíduo, passível de ser reaproveitadoAmbientaisOs maiores beneficiados por esse sistema são o meio ambiente e a saúde da população. A reciclagem de papéis, vidros, plásticos e metais - que representam em torno de 40% do lixo doméstico - reduz a utilização dos aterros sanitários, prolongando sua vida útil. Se o programa de reciclagem contar, também, com uma usina de compostagem, os benefícios são ainda maiores. Além disso, a reciclagem implica uma redução significativa dos níveis de poluição ambiental e do desperdício de recursos naturais, através da economia de energia e matérias-primas.EconômicosA coleta seletiva e reciclagem do lixo doméstico apresenta, normalmente, um custo mais elevado do que os métodos convencionais. Iniciativas comunitárias ou empresariais, entretanto, podem reduzir a zero os custos da prefeitura e mesmo produzir benefícios para as entidades ou empresas. De qualquer forma, é importante notar que o objetivo da coleta seletiva não é gerar recursos, mas reduzir o volume de lixo, gerando ganhos ambientais. É um investimento no meio ambiente e na qualidade de vida. Não cabe, portanto, uma avaliação baseada unicamente na equação financeira dos gastos da prefeitura com o lixo, que despreze os futuros ganhos ambientais, sociais e econômicos da coletividade. A curto prazo, a reciclagem permite a aplicação dos recursos obtidos com a venda dos materiais em benefícios sociais e melhorias de infra-estrutura na comunidade que participa do programa. Também pode gerar empregos e integrar na economia formal trabalhadores antes marginalizados, como no caso de Vitória-ES.PolíticosAlém de contribuir positivamente para a imagem do governo e da cidade, como no caso de Curitiba, a coleta seletiva exige um exercício de cidadania, no qual os cidadãos assumem um papel ativo em relação à administração da cidade. Além das possibilidades de aproximação entre o poder público e a população, a coleta seletiva pode estimular a organização da sociedade civil.
9 de Setembro de 2008 14:29
João Vitor Melgaço Roquete disse...
Atitudes positivas de outras cidades:
Na cidade de Ponta Grossa, Paraná o lixo que pode ser reciclado é coletado de um jeito bem legal, pois uma ou duas vezes por semana passa um caminhão que recolhe esse lixo por alguns bairros da cidade todo decorado com desenhos de latas, garrafas pet,caixas e outros objetos, ele fica tocando uma música para avisar que esta passando e então todos correm para fora de suas casas para que o lixo seja recolhido. A prefeitura deste lugar se preocupa muito com a cidade para ela fique limpa e bem cuidada para todos que vivem lá e também paras pessoas que vão visitá-la. Devemos nos informar sobre atitudes positivas que deram certo em outras cidades e aplicá-las em nosso município.
11 de Setembro de 2008 13:42
Giovanna Verzelone disse...
Coleta e Reciclagem de Material Reciclável
A preservação do meio ambiente começa com pequenas atitudes diárias, que fazem toda a diferença. Uma das mais importantes é a reciclagem do lixo. O motivo é simples de entender.Nos dias de hoje, quem vive em áreas urbanas produz, em média, 1 quilo de lixo porano. Aí se incluem materiais que são tirados da natureza, como papéis, plástico, vidro ealumínio, e podem muito bem ser reaproveitados - em vez de serem simplesmente jogados em aterros sanitários e se transformar em poluição.A recolha de resíduos de uma forma seletiva é a melhor forma de se conseguir uma recolha eficaz para a reciclagem dos resíduos que produzimos e para um tratamento adequado dos resíduos que não se podem reciclar.A reciclagem de resíduos é um ciclo de tratamentos e transformação, tem por finalidade aproveitar os resíduos, produzidos pelas empresas, Indústria, área urbana e voltar a reutilizá-los num ciclo vida, os resíduos são separados e processados em vários processos para poderem ser usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos na maior parte dos processos, os resíduos reciclados são completamente diferentes do produto inicial.
23 de Setembro de 2008 13:39
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
PROTOCOLO DE KIOTO

O acordo entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, ratificado por 36 países do grupo mais ricos do planeta, e limita emissões dos seis gases que provocam o efeito estufa.
Para atingir as metas de cortar as emissões, o protocolo criou três mecanismos: a troca de emissões entre países com metas a cumprir, a implantação de projetos conjuntos para reduzir emissões e o chamado MDL, ou Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
Esse mecanismo permite que os países que têm que devem cumprir metas invistam na redução de emissões nos países em desenvolvimento em vez de reduzir emissões “em casa”.
Sob o princípio de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, que reconhece um dever maior dos países ricos pelo combate ao aquecimento global, por terem contribuído mais para ele e por terem mais condições de pagar, o protocolo não fixou metas de emissão para os países pobres e em desenvolvimento.
A maioria dos cientistas que estudam o clima diz que as metas instituídas em Kyoto apenas tocam a superfície do problema.
O acordo visa a reduzir as emissões nos países industrializados em 5%, enquanto é praticamente consenso entre os cientistas que defendem o corte nas emissões como forma de controlar o aquecimento as mudanças climáticas que, para evitar as piores conseqüências das mudanças climáticas, seria preciso uma redução de 60% das emissões.
Diante disso, os termos finais de Kyoto receberam, portanto, várias críticas, com alguns dizendo que o protocolo terá pouco impacto no clima e é praticamente inútil sem o apoio americano.
Outros, no entanto, dizem que, apesar das falhas, o protocolo é importante porque estabelece linhas gerais para futuras negociações sobre o clima.
Os defensores de Kyoto dizem ainda que o tratado fez com que vários países transformassem em lei a meta de reduções das emissões e que, sem o protocolo, políticos e empresas tentando implementar medidas ecológicas teriam dificuldades ainda maiores.
Aluna: Beatriz Gullo Zei - 5ª série A
COMENTÁRIOS
Gabriel Martins Alves Pereira disse...
O Protocolo de Kioto prevê uma redução total de 5,2% nas emissões de gases em relação aos níveis registrados em 1990. Essa meta deve ser atingida entre 2008 e 2012Os países da União Européia, por exemplo, têm de cortar as emissões em 8%, enquanto o Japão se comprometeu com uma redução de 5%. Alguns países que têm emissões baixas podem até aumentá-las.A ONU afirma que os países industrializados estão fora da meta e prevê para 2010 um aumento de 10% em relação a 1990. Segundo a organização, apenas quatro países da União Européia têm chance de atingir as metas.Embora muitos tenham aderido ao protocolo, países em desenvolvimento não tiveram de se comprometer com metas específicas.
4 de Setembro de 2008 18:47
Isabelle Guedes Porto disse...
O Protocolo de Kioto tem como objetivo firmar acordos e discussões internacionais para conjuntamente estabelecer metas de redução na emissão de gases-estufa na atmosfera, principalmente por parte dos países industrializados, além de criar formas de desenvolvimento de maneira menos impactante àqueles países em pleno desenvolvimento. Diante da efetivação do Protocolo de Kyoto, metas de redução de gases foram implantadas, algo em torno de 5,2% entre os anos de 2008 e 2012. O Protocolo de Kyoto foi implantado de forma efetiva em 1997, na cidade japonesa de Kyoto, nome que deu origem ao protocolo. Na reunião, oitenta e quatro países se dispuseram a aderir ao protocolo e o assinaram, dessa forma se comprometeram a implantar medidas com intuito de diminuir a emissão de gases. As metas de redução de gases não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados de redução para os 38 países que mais emitem gases, o protocolo prevê ainda a diminuição da emissão de gases dos países que compõe a União Européia em 8%, já os Estados Unidos em 7% e Japão em 6%. Países em franco desenvolvimento como Brasil, México, Argentina, Índia e principalmente a China, não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente. O Protocolo de Kyoto não apenas discute e implanta medidas de redução de gases, mas também incentiva e estabelece medidas com intuito de substituir produtos oriundos do petróleo por outros que provocam menos impacto. Diante das metas estabelecidas o maior emissor de gases do mundo, Estados Unidos, se desligou em 2001 do protocolo, alegando que a redução iria comprometer o desenvolvimento econômico do país. As etapas do Protocolo de Kyoto Em 1988, ocorreu na cidade canadense de Toronto a primeira reunião com líderes de países e classe científica para discutir sobre as mudanças climáticas, na reunião foi dito que as mudanças climáticas têm impacto superado somente por uma guerra nuclear. A partir dessa data foram sucessivos anos com elevadas temperaturas, jamais atingidas desde que iniciou o registro. Em 1990, surgiu o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), primeiro mecanismo de caráter científico, tendo como intenção alertar o mundo sobre o aquecimento do planeta, além disso, ficou constatado que alterações climáticas são principalmente provocadas por CO2 (dióxido de carbono) emitidos pela queima de combustíveis fósseis. Em 1992, as discussões foram realizadas na Eco-92, que contou com a participação de mais de 160 líderes de Estado que assinaram a Convenção Marco Sobre Mudanças Climáticas. Na reunião, metas para que os países industrializados permanecessem no ano de 2000 com os mesmos índices de emissão do ano de 1990 foram estabelecidas. Nesse contexto as discussões levaram à conclusão de que todos os países, independentemente de seu tamanho, devem ter sua responsabilidade de conservação e preservação das condições climáticas. Em 1995, foi divulgado o segundo informe do IPCC declarando que as mudanças climáticas já davam sinais claros, isso proveniente das ações antrópicas sobre o clima. As declarações atingiram diretamente os grupos de atividades petrolíferas, esses rebateram a classe científica alegando que eles estavam precipitados e que não havia motivo para maiores preocupações nessa questão. No ano de 1997, foi assinado na cidade japonesa o Protocolo de Kyoto, essa convenção serviu para firmar o compromisso, por parte dos países do norte (desenvolvidos), em reduzir a emissão de gases. No entanto, não são concretos os meios pelos quais serão colocadas em prática as medidas de redução e se realmente todos envolvidos irão aderir. Em 2004 ocorreu uma reunião na Argentina que fez aumentar a pressão para que se estabelecessem metas de redução na emissão de gases por parte dos países em desenvolvimento até 2012. O ano que marcou o início efetivo do Protocolo de Kyoto foi 2005, vigorando a partir do mês de fevereiro. Com a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, cresceu a possibilidade do carbono se tornar moeda de troca. O mercado de créditos de carbono pode aumentar muito, pois países que assinaram o Protocolo podem comprar e vender créditos de carbono. Na verdade o comércio de carbono já existe há algum tempo, a bolsa de Chicago, por exemplo, já negociava os créditos de carbono ao valor de 1,8 dólares por tonelada, já os programas com consentimento do Protocolo de Kyoto conseguem comercializar carbono com valores de 5 a 6 dólares a tonelada.
6 de Setembro de 2008 10:47
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
CIDADE PRECISA DE NOVO ATERRO SANITÁRIO
A Prefeitura de Uberlândia vai abrir licitação para a implantação de outro aterro sanitário. O atual tem apenas mais dois anos e meio de vida útil. A empresa vencedora ficará responsável pelo projeto, pela indicação e compra da área, e terá um prazo de dois anos para fazer o novo aterro. O edital deve ser publicado ainda, neste ano, para que o contrato seja assinado no início de 2008.De acordo com a responsável pelo aterro municipal, Edna Franco Gouveia, é obrigação do Município providenciar a substituição do aterro com antecedência. “Se acontecer de não haver para encaminhamento do lixo, a cidade entra em estado de calamidade. É algo muito sério”, destacou. A área do aterro atual será gramada e destinada à plantação de mudas de espécies nativas da região.
Prêmio
Pesagem, compactação dos resíduos, drenos de gases e de chorume. A logística de destinação do lixo em Uberlândia rendeu à cidade o prêmio de Melhor Aterro Sanitário de Minas Gerais, oferecido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semads). A coleta domiciliar do Município abrange 100% da área urbana e soma cerca de 10 mil toneladas por mês. O investimento mensal é em torno de R$ 1 milhão, dinheiro que sai da Prefeitura e de uma cota do ICMS Solidário. Segundo Edna Franco, desde que Uberlândia obteve a licença ambiental para a operação, em 2005, uma série de projetos foi desenvolvida para que todos os critérios estipulados pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e pela legislação fossem devidamente cumpridos. “Passamos a utilizar resíduos de construção civil, que funciona bem para criar uma proteção de atrito sobre o lixo”, exemplificou. Foram adotadas também medidas para coibir o mau cheiro. “Fazemos um trabalho periódico de recobrimento para evitar a saída de odores e a atração de bichos como moscas e urubus”, explicou Edna Franco. A estrutura é monitorada constantemente para evitar vazamento de chorume no lençol freático e controlar a invasão de pó, já que é utilizada uma grande quantidade de terra no aterro. “Temos inclusive uma central meteorológica”, acrescentou.
Cada habitante produz 791 gramas de lixo por dia
Um estudo realizado em 2003, utilizando dados da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e amostragens no próprio aterro, constatou que a produção média diária de lixo pelos uberlandenses é de 791 gramas por habitante. Considerando que a média recebida no aterro é de 570 gramas por pessoa, o restante seria, por dedução, utilizado para a reciclagem. “Desde que fizemos esse estudo houve uma redução de aproximadamente 30% do recebimento de materiais recicláveis no aterro. No entanto, é difícil fazer uma constatação científica, pois não tem como dimensionar”, explicou a responsável pelo aterro sanitário, Edna Franco Gouveia. Segundo ela, a matéria orgânica corresponde a 62,2% do material coletado e 18,7% são rejeitos, como trapos, fraldas descartáveis e papel higiênico.Edna Gouveia alerta para o papel da população na destinação do lixo. “O ideal é que cada cidadão separe o lixo, pelo menos entre materiais recicláveis e produtos orgânicos, porque muitos catadores passam nas casas fazendo a coleta de plástico, metais e vidro. Isso facilita o trabalho deles e nosso bem-estar”, orientou. Edna Gouveia ainda chama a atenção para outra situação: “Percebemos que existe um grande desperdício de alimentos. O nosso próximo estudo será sobre isso, porque é realmente preocupante”, concluiu.
Fonte: Jornal Correio de Uberlândia
03/12/2007
Aluno: Bernardo Rafael Luz Mario - 6ª série B
COMENTÁRIO
Giovanna; disse...
Os textos estão ótimos e eu nem sabia q ia ter outro aterro sanitário descobri agr. O melhor eh q além de "guardar" o lixo o aterro sanitário q ainda tah funcionando depois vai ter um monte de plantas o q vai fazer muito bem pro meio ambiente.
ATERRO SANITÁRIO
Condições e características
A base do aterro sanitário deve ser constituída por um sistema de drenagem de efluentes líquidos percolados (chorume) acima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade - PEAD, sobre uma camada de solo compactado para evitar o vazamento de material líquido para o solo, evitando assim a contaminação de lençóis freáticos. O chorume deve ser tratado e/ou recirculado (reinserido ao aterro) causando assim uma menor poluição ao meio ambiente.
Seu interior deve possuir um sistema de drenagem de gases que possibilite a coleta do biogás, que é constituído por metano, gás carbônico(CO2) e água (vapor), entre outros, e é formado pela decomposição dos resíduos. Este efluente deve ser queimado ou beneficiado. Estes gases podem ser queimados na atmosfera ou aproveitados para geração de energia. No caso de países em desenvolvimento, como o Brasil, a utilização do biogás pode ter como recompensa financeira a compensação por créditos de carbono ou CERs do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, conforme previsto no Protocolo de Quioto como já é feito por diversos aterro sanitários no Brasil: aterro de Nova Iguaçu, aterros Bandeirantes e São João em São Paulo, Embralixo-Arauna em Bragança Paulista, entre outros.
Sua cobertura é constituída por um sistema de drenagem de águas pluviais, que não permita a infiltração de águas de chuva para o interior do aterro.
Com a compactação de lixo no aterro é possivel a produção de gás, podendo assim diminuir a exploração de combustiveis fosseis. Este processo de produção é já utilizado em Portugal na zona de Leiria, "Projecto - Residuos + Petróleo.
Um aterro sanitário deve também possuir um sistema de monitoramento ambiental (topográfico e hidrogeológico) e pátio de estocagem de materiais. Para aterros que recebem resíduos de populações acima de 30 mil habitantes é desejável também muro ou cerca limítrofe, sistema de controle de entrada de resíduos (ex. balança rodoviária), guarita de entrada, prédio administrativo, oficina e borracharia.
Quando atinge o limite de capacidade de armazenagem, o aterro pode ser alvo de um processo de monitorização especifico, e se reunidas as condições, pode albergar um espaço verde ou mesmo um parque de lazer, eliminando assim o efeito estético negativo. Uma das principais vantages é o fato de poder ser deslocado de um lugar para outro sem prejudicar a vida animal. Recentemente foi encontrada uma célula produzida em aterros que contribui para o fortalecimento do sistema himunitario, podendo assim contribuir para a cura de muitas doenças.
Existem critérios de distância mínima de um aterro sanitário e um curso de água, uma região populosa e assim por diante. No Brasil, recomenda-se distância mínima de um aterro sanitário para um curso de água deve ser de 400m.
Operação

A recepção dos resíduos inicia-se com a entrada do veículo (viatura em Portugal) de transporte de resíduos no aterro sanitário e a pesagem na balança. Depois de feito o controle na entrada e efetuada a pesagem, o veículo desloca-se até à zona de deposição, avança até à frente de trabalho, procedendo à descarga dos resíduos. Em seguida, o veículo passa pela unidade de lavagem dos rodados (quando houver) e é novamente pesado para a obtenção da tara, de forma a ficar registado o peso líquido da quantidade de resíduo transportada.
A operação segura de um aterro sanitário envolve empilhar e compactar os resíduos sólidos e cobrí-lo diariamente com uma camada de solo. A compactação tem como objetivo reduzir a área ocupada e aumentar a área disponível prolongando a vida útil do aterro, ao mesmo tempo que o propicia a firmeza do terreno possibilitando seu uso futuro para outros fins. A cobertura diária do solo evita que os resíduos permaneçam a céu aberto, com possível contato com animais (pássaros) e sujeito a chuva, e também para diminuir a liberação de gases mal cheirosos, bem como a disseminação de doenças.
No Brasil
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define da seguinte forma os aterros sanitários: "aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos, consiste na técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza os princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou à intervalos menores se for necessário."
No Brasil, um aterro sanitário é definido como um aterro de resíduos sólidos urbanos, ou seja, adequado para a recepção de resíduos de origem doméstica, varrição de vias públicas e comércios. Os resíduos industriais devem ser destinados a aterro de resíduos sólidos industriais (enquadrado como classe II quando não perigoso e não inerte e classe I quando tratar-se de resíduo perigoso, de acordo com a norma técnica da ABNT 10.004/04 - "Resíduos Sólidos - Classificação").
Aluno: Bernardo Rafael Luz Mario - 6ª série B
O que propôe o "Protocolo de Kioto"?O que, nós aqui em Uberlândia (MG), podemos fazer?
24 de Agosto de 2008 21:40
Um Aterro Sanitário ControladoÉ uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e a sua segurança, minimizando os impactos ambientais. Este método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho.Esta forma de disposição produz, em geral, poluição localizada, pois similarmente ao aterro sanitário, a extensão da área de disposição é minimizada. Porém, geralmente não dispõe de impermeabilização de base (comprometendo a qualidade das águas subterrâneas), nem sistemas de tratamento de chorume ou de dispersão dos gases gerados. Este método é preferível ao lixão, mas, devido aos problemas ambientais que causa e aos seus custos de operação, a qualidade é inferior ao aterro sanitário.Na fase de operação, realiza-se uma impermeabilização do local, de modo a minimizar riscos de poluição, e a proveniência dos resíduos é devidamente controlada. O biogás é extraído e as águas lixiviantes são tratadas. A deposição faz-se por células que uma vez preenchidas são devidamente seladas e tapadas. A cobertura dos resíduos faz-se diariamente. Uma vez esgotado o tempo de vida útil do aterro, este é selado, efetuando-se o recobrimento da massa de resíduos com uma camada de terras com 1,0 a 1,5 metro de espessura. Posteriormente, a área pode ser utilizada para ocupações "leves" (zonas verdes, campos de jogos, etc.).De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB - 1989, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - e editada em 1991, a disposição final de lixo nos municípios brasileiros assim se divide:• 76% em lixões; • 13% em aterros controlados e 10% em aterros sanitários; • 1% passam por tratamento (compostagem, reciclagem e incineração).
6 de Setembro de 2008 10:59
quinta-feira, 26 de junho de 2008
PRODUÇÃO DE LIXO EM UBERLÂNDIA ESTÁ MAIOR
De 1998 a 2007, a emissão de resíduos foi menor que o aumento populacional
De janeiro a abril deste ano foram geradas em Uberlândia 2.831 mil toneladas de lixo, o que representa um crescimento de 6,9% se comparado com o mesmo período do ano passado. O número representa uma interrupção na queda de produção de lixo per capita registrada de 1998 a 2007. Nesse período, a população Uberlandense cresceu aproximadamente 30%, enquanto a produção de resíduos urbanos aumentou apenas 16,5%; ou seja, nestes 10 anos, cada habitante deixou de produzir, por dia, 61 gramas de lixo. Pode parecer pouco, mas isto é o equivalente a 13.215 mil toneladas a menos de resíduos por ano. Segundo a Secretaria de Serviços Urbanos, a população de Uberlândia cresce, em média, 3,3% ao ano. Com base nesses dados, tudo indica que a produção de resíduos fechará 2008 com um crescimento superior ao da população — que até dezembro deve alcançar 613.112 mil habitantes. Projetando estes valores, teremos uma produção per capita de 594 gramas contra 568 gramas em 2007.
Conscientização
O aumento do poder de compra, as embalagens cada vez mais atrativas, o crescimento da população e o poder da mídia de persuadir o consumo de supérfluos estão entre os principais causadores do aumento de lixo no aterro sanitário.Na opinião de Maria do Rosário dos Reis, geógrafa da Prefeitura Municipal de Uberlândia, além de colocar em prática os princípios dos “3 Rs” (reduzir, reutilizar e reciclar), é preciso, em primeiro lugar, acrescentar mais um – o R de repensar. Será que precisamos colocar em outra embalagem uma verdura que já está devidamente embalada? Estamos desperdiçando? Será que damos a destinação correta aos materiais? Essas são perguntas que devemos fazer a nós mesmos, já que cada um é o responsável pelo lixo que gera. Para ela, a melhoria só é possível mediante mudanças de atitudes como comprar apenas o necessário, observar o prazo de validade para não desperdiçar, evitar os descartáveis, adquirir os produtos duráveis e retornáveis, procurar nova forma de aproveitar os alimentos e separar o lixo.“Consciência do que é certo ou errado as pessoas já têm, o que falta é ação. A nova ordem, no mundo inteiro, é reduzir o lixo produzido independentemente do crescimento da população. E isso é difícil porque é muito simples apenas colocá-lo da porta de casa para fora. Mas só de separar o lixo seco do úmido já ajuda, e muito”, afirmou.Ao fazer a separação do lixo, basta tirá-lo para fora nos dias em que não tem a coleta convencional. Ou então, a pessoa pode fazer um contato com o catador e adotá-lo, assim ele terá sempre a quem doar o material. Os resíduos todos misturados trazem inúmeras desvantagens, seja para o Município, para o catador ou para o morador, pois, além de dificultar a separação do material reciclável ou ainda de torná-los rejeitos, também atrai insetos, roedores etc.
Área central já foi mapeada
Uma análise gravimétrica dos resíduos urbanos que chegam até o aterro sanitário já começou a ser feita — em meados do ano passado — e vai dividir a cidade em setores para facilitar a identificação de problemas e a propostas de soluções.Uma das áreas que já foram mapeadas é o Centro da cidade. A análise concluiu que 48,08% do que é posto fora corresponde à matéria orgânica e 16,11% são considerados rejeitos, ou seja, 35,81% do que é descartado representa lixo reciclável que está indo para o aterro. Segundo Maria do Rosário dos Reis, geógrafa da Prefeitura Municipal de Uberlândia, o papel de cada empresa é ter um gerenciamento do lixo, seja doando ou vendendo. Para ela, que realiza um trabalho diário de visitas de conscientização, as empresas estão se conscientizando, principalmente, pela questão de obter certificado de qualidade, licenciamento ambiental, além do fato de o reciclável ter valor. “Por enquanto não existe a coleta institucionalizada, tudo depende do bom senso de cada um, e se as pessoas não podem se dar ao trabalho de separar o lixo reciclável que, pelo menos, separem o seco do molhado”, disse.
Coletores uniformizados
Na semana passada, a Prefeitura Municipal de Uberlândia entregou aos catadores de materiais recicláveis que percorrem os bairros Jaraguá, Luizote e Canaã 20 carrinhos, uniformes e crachás. Formalizados, estes catadores farão um trabalho de porta em porta visando a aumentar ainda mais o número de material que é recolhido. Em 2003, um estudo realizado constatou que 80% do material reciclável usado na cidade é aproveitado.Outro benefício entregue aos trabalhadores que buscam os recicláveis para repassarem às cooperativas foi a reforma do galpão onde o material é armazenado. Dois caminhões para o transporte do reciclável recolhido e sete servidores contratados para trabalhar no local também fazem parte do investimento. De acordo com o secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Cláudio Guedes de Oliveira, a única diferença no sistema de coleta seletiva já existente na cidade é a organização dos catadores que continuarão com liberdade para vender para quem quiser. Ele ainda explicou que a escolha dos bairros na região Oeste de Uberlândia se deve ao fato de a maioria dos catadores terem naquele lugar um ponto-de-venda dos materiais. “O projeto vai acontecer independentemente da liberação dos R$ 627.961,17 para a construção de mais dois galpões. Mesmo porque, a sua aprovação pode demorar cerca de 90 dias e ainda deve ser feita licitação para a obra”, disse. Cláudio Guedes afirmou que o sucesso do trabalho depende da adesão dos catadores e da aceitação da comunidade. Portanto, não se pode afirmar que o projeto vai implantar imediatamente a coleta seletiva na cidade toda que, por enquanto, não adotará um sistema próprio.
Catadores são formalizados
Dados da Associação dos Recicladores e Catadores Autônomos de Uberlândia (Arca) apontam que existem quase duas mil pessoas nas ruas da cidade em busca de materiais recicláveis. A Arca conta com 84 catadores associados e 28 empresas parceiras que doam materiais. Segundo o presidente da associação, Raul Peres, ações e iniciativas da Prefeitura são fundamentais para apoiar estes trabalhadores, já que a coleta seletiva é muito cara por não existir um grande comércio e demanda, e por ainda ser uma atitude de poucos. “Exige todo um processo que encarece, além da dificuldade causada pelo baixo valor da mercadoria. Para os catadores se manterem é preciso um grande volume, e para obter esse volume precisamos trabalhar uma conscientização massiva na cidade”, disse.O presidente afirmou que um dos caminhos para a melhoria é este projeto dos carrinhos entregues pela Prefeitura, além da construção de mais galpões e outras iniciativas. Hoje em dia, por semana, os catadores da associação recolhem mais de 10 toneladas de recicláveis. “Estes números são apenas estimativas. Agora com os primeiros carrinhos entregues vamos começar a quantificar”, afirmou.A Arca existe há um ano e quatro meses e realiza trabalho de conscientização em escolas, com crianças e empresas. Agora, com os catadores formalizados, o trabalho será feito com a dona de casa, de porta em porta.
O que o catador recolhe
Papel e papelão
Embalagens longa vida
Garrafas pet
Latas de alumínio
Vários tipos de metais: cobre, aço, chumbo, latão, zinco, entre outros.
Plásticos (exceto os que são misturados com outra substância, como papel ou laminado)
Pneus
Restos da construção civil
Óleo de cozinha, que pode ser depositado no vidro e depois retornar para a embalagem vazia do óleo e entregar ao catador
Garrafas de vidro (cervejas, refrigerantes etc.)
Parafusos
O que não é reciclável
CDs
EspelhoCristal
Louça Papel carbono ou papel químico
Papéis metalizados ou plastificados
Isopor
Fonte: Jornal Correio de Uberlãndia
Atualizada: 12/06/2008 - 19h43min
COMENTÁRIOS
Leandro Moro disse...
Achei a matéria muito interessante. Primeiro porque "a produção de lixo em Uberlândia" é um problema de todos e, as possíveis soluções também. Depois porque enfoca o veneno do consumismo. Consumir é ótimo! E quem não haveria de achar. Contudo não se trata de consumir apenas produtos, mas também idéias. Pois, estas devem expandir a consciência crítica e a arte de pensar. Como pensar é um trabalho bastante árduo, talvez por isso nem todos se dedicam a isso. Em último lugar, porque vejo que vivemos um dilema: conhecemos as forças que regem o Universo, mas não dominamos nossos impulsos. E aí eu me sinto muito mal, muito mal.
14 de Agosto de 2008 14:14
Beatriz G Zei e Giovanna Verzelone disse...
Lixo de Uberlândia
De janeiro a abril deste ano foram geradas em Uberlândia 2.831 mil toneladas de lixo, o que representam crescimento de 6,9% se comparando com o mesmo período do ano passado.O número representa uma interrupção na queda de produção de lixo per capita registrada em 1998 a 2007. Nesse período, a população Uberlandense cresceu aproximadamente 30%, enquanto cada habitante deixou de produzir, por dia, 61 gramas de lixo.Segundo a Secretária de Serviços Urbanos, a população de Uberlândia cresce, em média, 3,3% ao ano. Com base nesses dados, tudo indica que a produção de resíduos fechará 2008 com um crescimento superior ao da população que até dezembro deve alcançar 613.112 mil habitantes. Projetando estes valores, teremos uma produção per capita de 594 gramas contra 568 gramas em 2007.No entanto o Aterro Sanitário de Uberlândia foi escolhido como o melhor de Minas Gerais, recebendo recentemente o Prêmio Outro da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semads ), consideradas a gestão, a coleta e a destinação final. O aterro municipal, um dos 17 licenciados em Minas, tem sido apontado como modelo, recebendo a visita de técnicos sanitários de toda a região e até de outras partes do país.Enfim, gostaríamos de lembrar a todos que precisamos ajudar e para isso existem vários modos, como a reciclagem que já diminui bastante a quantidade de lixo ... Se cada um fizer sua parte teremos então um mundo melhor e muito mais limpo!
18 de Agosto de 2008 17:55
JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA disse...
Quais são as relações entre crescimento econômico e o volume de "resíduos de lixo"?
24 de Agosto de 2008 21:38